Usando variáveis de shell

25 25America/Sao_Paulo dezembro 25America/Sao_Paulo 2017 Off Por Sidney silva santos

O próprio shell armazena informações que podem ser úteis para a sessão de shell do usuário naquilo que é chamado de variáveis. Exemplos de variáveis incluem $SHELL (que identifica o shell que você está usando), $PS1 (que define a sua prompt de shell) e $MAIL (que identifica a localização da caixa de correio).

Você pode ver todas as variáveis definidas para seu shell atual digitando o comando set. Um subconjunto de variáveis locais é chamado de variáveis de ambiente, que são exportadas para quaisquer novos shells abertos a partir do shell atual. Digite env para ver variáveis de ambiente.

Você pode digitar echo $VALOR, em que o VALOR é substituído pelo nome de uma variável de ambiente especial que você deseja listar. E como há sempre múltiplas maneiras de fazer qualquer coisa no Linux, você também pode digitar declare para obter uma lista das variáveis de ambiente atuais e seus valores, juntamente com uma lista de funções de shell.Além daqueles que você mesmo define, arquivos de sistema definem variáveis que guardam as coisas, tais como locais de arquivos de configuração, caixas de correio e diretórios de caminho. Elas também podem armazenar valores para prompts de shell, o tamanho da lista de histórico e o tipo do sistema operacional. Você pode consultar o valor de qualquer uma dessas variáveis precedendo-a com um cifrão ($) e colocá-la em qualquer lugar na linha de comando.

Por exemplo:

$ echo $USER

Captura de tela de 2017-12-25 09-30-04

Esse comando imprime o valor da variável de USER, que contém seu nome de usuário (sidney). Substitua qualquer outro valor para USER para imprimir seu valor.
Quando você inicia um shell (entrando no meio de um console virtual ou abrindo uma janela de terminal), muitas variáveis de ambiente já estão definidas. A Tabela 3.5 exibe algumas variáveis que são definidas quando você usa um shell bash ou que podem ser definidas por você para utilizar com recursos diferentes.

Adicionando variáveis de ambiente

Você pode querer considerar a adição de algumas variáveis de ambiente para seu .bashrc. Elas podem ajudar a tornar o trabalho com o shell mais eficiente e efetivo:

TMOUT — Define o tempo que o shell pode estar inativo antes que o bash saia automaticamente. O valor é o número de segundos em que o shell não recebeu entrada. Isso pode ser um bom recurso de segurança, se você deixar sua mesa de trabalho enquanto ainda está conectado ao Linux. Então, para não ser desconectado enquanto está trabalhando, você pode querer definir o valor para algo como  TMOUT=1800 (para permitir 30 minutos de tempo ocioso). Você pode usar qualquer
sessão de terminal para fechar o shell atual após um determinado número de  segundos — por exemplo, TMOUT=30.

PATH — Conforme descrito anteriormente, a variável PATH define os diretórios que estão sendo buscadas para os comandos que você usa. Se você costuma usar  diretórios de comandos que não estão no seu caminho, pode adicioná-los  permanentemente. Para fazer isso, adicione a variável PATH para seu .bashrc. Por exemplo, para adicionar um diretório chamado /getstuff/bin, adicione o seguinte:

PATH=$PATH:/getstuff/bin ; export PATH

Esse primeiro exemplo lê todos os diretórios do caminho atual para o novo PATH ($PATH) /getstuff/bin, adiciona o diretório /getstuff/bin e exporta o novo PATH.

WHATEVER — Você pode criar suas próprias variáveis de ambiente para criar atalhos no seu trabalho. Escolha qualquer nome que não está sendo utilizado e atribua um valor útil. Por exemplo, se você faz um monte de trabalho com arquivos no diretório /work/time/files/info/memos, você pode definir a seguinte variável:

M=/work/time/files/info/memos ; export M

Você poderia fazer daquele o seu diretório atual, digitando cd $M. Você pode executar um programa a partir desse diretório chamado de hotdog, digitando $M/hotdog.

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