Desktop linux

Entendendo a tecnologia de desktop do Linux

25 25America/Sao_Paulo dezembro 25America/Sao_Paulo 2017 Off Por Sidney silva santos

Os modernos sistemas de desktop oferecem janelas gráficas, ícones e menus que são operados usando mouse e teclado. Se você tem menos de 30 anos de idade, pode pensar que não há nada de especial nisso.
Mas os primeiros sistemas Linux não tinham interfaces gráficas disponíveis. Além disso, hoje, muitos servidores Linux adaptados para tarefas especiais (por exemplo, funcionando como um servidor web ou um servidor de arquivos) não têm software de desktop instalado.
Quase toda grande distribuição Linux que oferece interfaces desktop se baseia no X Window System (http://www.x.org). O X Window System fornece uma base sobre a qual diferentes tipos de ambientes de desktop ou gerenciadores de janelas simples podem ser construídos.
O X Window System (às vezes chamado simplesmente de X) foi criado antes que o Linux existisse e antecede até o Microsoft Windows. Ele foi construído para ser um framework “leve”, uma base simples de desktop em rede.
O X funciona em uma espécie de modelo cliente/servidor invertido. O servidor X roda no sistema local, fornecendo uma interface com tela, teclado e mouse. Clientes X (como processadores de texto, leitores de música ou visualizadores de imagem) podem ser carregados a partir do sistema local ou de qualquer sistema em sua rede ao qual o servidor X dê permissão para fazer isso.
O X foi criado em um momento em que os terminais gráficos (clientes “magros”) simplesmente gerenciavam o teclado, o mouse e o monitor. Aplicações, armazenamento em disco e poder de processamento ocorriam, todos, em grandes computadores centrais. Portanto, os aplicativos rodavam em máquinas maiores, mas eram exibidos e gerenciados através da rede no cliente magro. Mais tarde, os
clientes magros foram substituídos por computadores pessoais. A maioria dos aplicativos cliente rodava localmente, usando o poder de processamento local, espaço em disco, memória e outros recursos de hardware, e ao mesmo tempo não permitindo a execução de aplicativos que não se iniciaram a partir do sistema local.
O X em si oferece um fundo cinza básico e um simples cursor de mouse em forma de “X”. Não há menus, painéis ou ícones em uma tela básica do X. Se você tivesse que carregar um cliente X (como uma janela de terminal ou um processador de texto), ele apareceria na tela do X sem borda em torno dele para mover, minimizar ou fechar a janela. Esses recursos são adicionados por um gerenciador de janelas.
Um gerenciador de janelas adiciona a capacidade de gerenciar as janelas no desktop e costuma oferecer  menus para carregar aplicativos e trabalhar com o desktop. Um desktop completo inclui um gerenciador de janelas, mas também adiciona menus, painéis e, de maneira geral, uma interface de programação de aplicativo que é usada para criar aplicativos que rodam bem juntos.
Assim, de que maneira o entendimento de como as interfaces desktop funcionam no Linux pode ajudá-lo quando se trata de usar o Linux? Eis algumas:
Como os ambientes de desktop Linux não são obrigados a rodar um sistema Linux, um sistema Linux pode ter sido instalado sem um desktop. Ele pode oferecer apenas uma interface de linha de comando baseada em texto simples. Você pode optar por adicionar um desktop mais tarde.
Instalado o desktop, você pode escolher se quer iniciá-lo junto com seu computador ou iniciá-lo conforme necessário.
Para um sistema Linux muito simples, como um feito para rodar em computadores menos poderosos, você pode escolher um gerenciador de janelas eficiente, mas menos rico em recursos, (como o twm ou o fluxbox) ou um ambiente desktop leve (como o LXDE ou o Xfce).
Para computadores mais robustos, você pode escolher ambientes de desktop mais poderosos (como o GNOME e o KDE) que podem fazer coisas como prestar atenção a eventos que podem acontecer (como a inserção de uma unidade flash USB) e responder a esses eventos (como abrir uma janela para visualizar o conteúdo do disco).
Você pode ter vários ambientes de desktop instalados e pode escolher qual carregar ao fazer login.
Dessa forma, diferentes usuários no mesmo computador podem usar diferentes ambientes de desktop.
Muitos diferentes ambientes de desktop estão disponíveis para escolha em Linux. Eis alguns exemplos:

GNOME — O GNOME é o ambiente de desktop padrão para o Fedora, o Red Hat Enterprise Linux e muitos outros. É considerado um desktop profissional, com mais foco na estabilidade do que em efeitos visuais.
K Desktop Environment — O KDE é provavelmente o segundo desktop mais popular para Linux.
Ele tem mais penduricalhos que o GNOME e oferece aplicativos mais integrados. O KDE também está disponível com o Fedora, RHEL, Ubuntu e muitos outros sistemas Linux.
Xfce — O desktop Xfce foi um dos primeiros ambientes de desktop “leves”. É bom para usar em computadores antigos ou menos poderosos. Ele está disponível com o RHEL, o Fedora, o Ubuntue outras distribuições Linux.
LXDE — O Lightweight X11 Desktop Environment (LXDE) foi projetado para ser um desktop de rápido desempenho e economia de energia. Muitas vezes, o LXDE é usado em dispositivos menos caros, como netbooks e em mídia ao vivo (como um live CD ou live pen drive). É o desktop padrão para a distribuição do Live CD KNOPPIX. Embora o LXDE não venha incluído no RHEL, você pode experimentá-lo com o Fedora ou o Ubuntu.
O GNOME foi originalmente concebido para se parecer com o desktop MAC OS, enquanto o KDE deveria emular o ambiente de desktop do Windows. Como é o desktop mais popular e um dos mais frequentemente usados em sistemas Linux comerciais, a maioria dos procedimentos e exercícios de desktop deste livro usa o desktop GNOME. Usar o GNOME, porém, ainda lhe dá a opção de várias distribuições Linux diferentes.

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